HIV se previne, Aids se trata, preconceito se cura...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


Sim, são três atitudes que trazem benefícios a todos nós e que dependem em muito das opções que fazemos. O Dia Mundial de Luta Contra a Aids simboliza o empenho de milhões de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a Aids e, trás consigo o desejo e necessidade de sensibilização de muito mais pessoas.
No Brasil, o Ministério da Saúde tem feito um trabalho que hoje é considerado referência mundial na prevenção e combate a esta doença através de pesquisas, quebra de patentes dos antiretrovirais, capacitação de profissionais, disponibilização gratuita de medicamentos e preservativos, assistência multi profissional para qualquer cidadão dentro do território nacional, aconselhamento e testagem sorológica, implantação de programas em outros países e muito mais. Convido, quem ainda não conhece, a ver de perto o que tem sido feito no nosso país, através do site do MS.
Porém, a despeito do enorme trabalho de divulgação sobre o que é o HIV, o que é AIDS, como se pega e como se trata, existe o grande entrave do preconceito. É a este ponto que quero me dedicar neste post.
É ele quem impede que as pessoas desmistifiquem o uso dos preservativos, que adotem práticas sexuais que não ofereçam riscos, é ele quem impede pessoas de pedirem ajuda e orientação, é ele quem discrimina opções sexuais e pessoais, entre outras tantas situações com as quais nos deparamos no dia a dia dos ambulatórios e, que colaboram com a disseminação do vírus e da doença.
Cabe aqui uma explicação rápida sobre a diferença entre ter o vírus e ter a doença. Muitas pessoas pensam que por ter contraído o HIV já estão doentes. Não, a doença se instala na medida em que há aumento da carga viral e diminuição das células de defesa do nosso organismo, sobretudo o CD4.
Não podemos esquecer que o vírus atinge nosso sistema imunológico, o que quer dizer que nossas defesas ficam diminuídas, nos tornando vulneráveis a várias outras doenças. AIDS é quando este quadro se instala, quando nosso sistema imunológico já não responde de forma satisfatória. Vários fatores vão ser determinantes para que não se adquira a doença (AIDS), como visita regular ao médico, adesão ao tratamento, realização periódica dos exames, uso de preservativos, informações sobre sexo seguro, não compartilhamento de seringas, bons hábitos de alimentação, higiene e prática de exercícios e, mais uma vez, o preconceito entra aqui, nas suas mais diversas formas de expressão, trazendo prejuízos incalculáveis do ponto de vista social, familiar, emocional e físico.
Convido cada um a refletir sobre nossos valores, conceitos e preconceitos. Convido a pensar que todos nós somos susceptíveis de contrair o HIV. Há muito deixou de existir o preconceituoso rótulo de "grupo de risco" e temos que pensar em comportamentos de risco, e que todos nós somos passíveis de praticá-los, seja por falta de informação, por vontade própria ou por imposição como nas situações de violência sexual. Convido a abraçarmos o planeta contra a AIDS não apenas por um dia, mas em todas as horas das nossas vidas.
Curar nossos preconceitos é um passo importante para melhoria da vida na Terra !!

PS : tenho publicados anteriormente outros posts que tratam de questões relacionadas ao HIV/AIDS, como violência sexual (série Curando dores, desfazendo temores...), HIV na adolescência e riscos para os idosos.

2 comentários:

Mirian Martins disse...

Solange,
vim agradecer a visita.
Na oportunidade lendo o seu post devo dizer que concordo plenamente: o passo mais importante é curarmos o "preconceito"!!!!
Muito bom o post!!
Abraço.

ex amelias disse...

Oi, Mirian
Seja bem vinda !!
A luta contra o preconceito, especialmente em relação à Aids, é enorme e incessante mas não podemos desistir. Sem dúvida, a melhor arma contra o preconceito é a informação.
Beijo
Solange